Bad Trip: Captain Planet (NES)

Bad Trip: Captain Planet (NES)

Capitão Planeta

Começando o post com mullets

Saudações aos leitores.

O que é “bom” tem que voltar,certo? Por isso a seção Bad Trip está de volta com mais uma tranqueira vinda do vale das porcarias videogamísticas. Cortesia da Mindscape (a mesma produtora responsável pelo port grotesco de Captain America and the Avengers para SNES), Captain Planet é baseado no desenho homônimo que foi transmitido por aqui em vários programas infantis. O video abaixo lhes refrescará a memória:

Confesso a vocês que nunca consegui gostar desse desenho, não só por seu discurso pra lá de politicamente correto, mas principalmente por conta de seu roteiro retardado. Não só achava absolutamente ridículo os vilões quererem poluir a Terra simplesmente porque eram maus, como não entendia porque a tal deusa Gaia era representada por uma mulher de vistido roxo, cabelo com mexas grisalhas e que se apresentava em um monitor de cristal. No fim das contas a tal Gaia reuniu cinco moleques estereotipados, cada um com um anel com poder elemental (sendo que o moleque-índio sul americano tinha o poder mais lixo dos desenhos animados), para enfim chamar o tal Capitão Planeta – que era quem realmente resolvia a parada.

Bem, apesar do discurso ambientalista do desenho, alguém achou que não seria problema derrubar algumas árvores e queimar um pouco de petróleo produzindo um video game, então Captain Planet and the Planeteers foi lançado para NES em 1991. E que desperdício de recursos, meo deos. Primeiro que exceto pela tela-título e talvez por uma ou outra cutscene, mal dá para saber que se trata de de um jogo baseado no desenho do tal Capitão Planeta. Isso porque, entre uma inifindade de possibilidades, os gênios da Mindscape optaram por fazer o gameplay como shooter, em que o jogador controla uma navinha e precisa abatar uma pletora de inimigos gênericos e mal desenhados. Ou melhor, tenta, pois os controles são péssimos, o  level design é absolutamente punitivo, pois talvez inspirado pela ruindade de Silver Surfer, o jogador perde uma vida se tocar em qualquer coisa que esteja presente na tela. Para adicionar insulto à infamia, o jogo é cheio de situações que obrigam o jogador a desviar de obstáculos com puquíssimo tempo hábil para tal, naquela esquema de “pensa rápido, otário!” e bam! lá se vai mais uma vida.

Se o jogador tiver a paciência (e nada melhor para fazer também) de passar pelas chatíssimas fases shooter, aí enfim poderá controlar o infame Capitão Planeta. Nessa parte o jogo muda para estranhas fases que parecem de plataforma, mas se resumem a fazer o jogador flutuar de um ponto a outro entre montes de obstáculos esquisitos. E no fim tem ainda os chefes baseados nos toscos personagens do desenho, que como vocês podem ver no video acima, são chatíssimos. Para fechar o pacote da ruindade, sons irritantes e ausência de músicas tornam uma experiência de jogo que já é ruim em algo próximo do insuportável.

Se alguém estiver interessado em uma sessão de masoquismo, podem acessar o site virtualnes e jogar Captain Planet aqui. Porém já vou avisando que nenhuma árvore ou bicho em extinção será salvo por isso. Se bem que nem o próprio desenho se salvou, pois ninguém se lembra do Capitão Planeta, principalmente porque os anos 80/90 tiveram desenhos bem melhores e mais divertidos. A não ser por paródias toscas como essa.

Abraços e até a próxima.

AvcF – Loading Time.

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