Cool Vibrations: TMNT Tournament Fighters (SNES)

Saudações aos emissários.

Ah que semana tensa. Ficou realmente complicado soltar posts novos devido ao acúmulo de coisas a serem feitas, etc e tal. Mas bola pra frente, vamos tirar a poeira desse humilde espaço gamístico.

Seja como for, no post de hoje relembro de um joguete que se por um lado não foi bem um clássico, por outro era deveras divertido. Era daqueles para se alugar e se divertir por um tempo. Adiante.

Sabemos todos que se teve um game que foi copiado, esse foi Street Fighter 2, pois incontáveis são seus clones. Mas nessa pletora de copycats e Doppelgängers, havia ao menos um título competente: TMNT Tournament Fighters. Lançado originalmente em 1993, Tournament Fighters foi talvez uma última tentativa da Konami de explorar a já decadente franquia das Tartarugas Ninjas. Após quatro jogos de beat em up e um ação/plataforma para consoles de mesa e mais uns três para Game Boy, só faltava mesmo um game de luta “1×1” com os indefectíveis quelônios. Então três versões distintas foram produzidas, cuja a única prestável era mesmo a do SNES (e nem me venham de mimimi porque rejoguei todas recentemente). Por tanto foi sobre ela que fiz esse post.

A mecânica de jogo é bem funcional, copiando o que funcionou de Street Fighter com um esquema meio, hm, SNK (perceberam que originalidade não era mesmo o forte do jogo). Da supracitada empresa foi herdada o sistema de especiais via preenchimento da barra que fica abaixo da de energia. Foi uma adição interessante, pois além de incentivar a ofensividade das lutas (principalmente porque a barra de especial enche mais rápido com golpes defendidos do que acertados), os super golpes liberados eram verdadeiros momentos “what the fuck”. Sim, pois para quem conhecia o desenho, por que diabos Donatello invocava um dragão gigante ou Leonardo guardaria suas katanas para executar um Meteoro de Pegasus?

Apesar da falta de originalidade, o fato era que Tournament Fighters era um jogo bem completinho para sua época. Afinal eram três modos de jogo, 12 lutadores (10 regulares e dois chefes/secretos), movesets razoáveis (as tartarugas tinham até esquiva), além de estilos de luta diferentes para os lutadores. Falando neles, tirando os tradicionais (Leonardo, Rafael, Michelangelo, Donatello, Destruidor e Rei dos Ratos), a Konami inventou cinco esquisitos que até funcionavam na hora de lutar. Tirando a Aska (a Chun-Li do jogo), os monstros restantes eram um morcego com cara de drogado, um tubarão bípede com turbinas nos ombros, um robô que se auto-explodia em seu especial, uma espécie de Blanka e a cereja do bolo – o chefe efeminado (se bem que a moda agora é chamar de homoafetivo) esquisitão chamado…Karai. Quanto saquê hein, Konami?

Mas como disse, na hora da porrada esse pessoal se entendia e era bacana jogar com todos eles. Entretanto era engraçado como dava para identificar direitinho a inspiração para cada lutador. Destruídor era o Sagat do jogo. Rafael era um quase Bison enquanto Leonardo era o Ryu de Tournament Fighters. Aí tinhamos War-Blanka, Chrome Dome/ Dhalsim e Rat King-Zanguief.Os demais se não eram cópias-carbono tinham golpes e momentos que sempre davam aquele déjà vu. Bom mas se era para copiar, pelo menos a Konami copiou direito e as lutas eram bastante movimentadas e variadas para um jogo de luta de 1993.

Tournament Fighters era tecnicamente competente considerando o padrão dos jogos de luta do SNES, com sprites bem desenhadas, cenários variados e com boa quantidade de animações e detalhes (além de umas pontinhas como Rockstady e Bebop no fundo de um deles), bons efeitos das magias e especiais – tudo rodando bem. Sons e músicas eram “ok”, sem nenhum dos temas bacanas dos beat em ups, mas funcionavam a contento. Quanto aos controles, era o arroz com feijão de qualquer fighting player, com dois botões de soco e dois de chute, golpes fortes e fracos, além aqueles comandos de sempre (vocês sabem, o “hadouken” o “shoryuken” e tal). Para quem quiser experimentar, tem uma versão muito bem emulada aqui.

TMNT Tournament Fighters era o jogo perfeito para tirar um versus caso os jogadores presentes estivessem cansados de Street Fighter ou Mortal Kombat. Era sem dúvida o melhor dos clones do clássico da Capcom. No fim das contas conclui-se que a Konami foi bem em querer imitar o que havia de melhor e o fez decentemente. É épico? É clássico? Não. Mas era divertido, e as vezes no fringir dos ovos é o que interessa.

Vou ficando por aqui e tentarei passar menos tempo sem atualizar o querido bloguinho. Abraços e até a próxima.

AvcF – Loading Time.

11 thoughts on “Cool Vibrations: TMNT Tournament Fighters (SNES)

  1. De fato era bem bacana esse Tournament Fighters do Super NES, muito superior às versões Mega Drive (que mais parecia o modo “The Duel” do Golden Axe 😀 😀 😀 ) e a de NES (muita areia pro caminhãozinho dele). Esse de Super NES mesmo não sendo nenhum Samurai Spirits (de Neo-Geo, é claro – já que a versão Super NES, sem comentários… ), era uma boa pedida pra dar ALGUMA variada.

  2. Boa matéria , sempre volto aqui para procurar . Só tem uns detalhes , apesar da april de macacao amarelo, o story mode e do destruidor o Jogo foi inspirado nos quadrinhos , todos os personagens que apareceram alem dos conhecidos aparecem la. Isso explica em parte porque as tartarugas não são ‘gordinhas’ e não da para ver os olhos delas e porque o donatello e o raphael sao verdes de outro tom. E o chefe final É uma mulher , Karai é a filha do destruidor (nos quadrinhos ela era feia para o inferno) e a não ser que eu esteja enganado o jogo so tem 4 botoes (fraco e forte de soco e chute)

    Comentário do AvcF: Karai era mulher no quadrinhos e naquele desenho animado “quiero ser hardcore pero mi mama no lodeja” exibido na Fox Kids nos anos 2000 e pouco, porém no Tournament Fighters as sprites representam um personagem (quase) masculino, além de não haver nenhuma info sobre a ligação do Destruidor com ele/a. Quanto aos botões, comi bola, eram só quatro mesmo, estilo KoF, com golpe fraco e forte. Arrumarei lá no post.

  3. Vai ver era sapata, ou algo asim. 😀 😀 😀

    Ah, e Karai significa “Trovão Confuso”. 😉

    Se esse jogo tivesse saído para Neo-Geo (ou seja, tivesse uma versão programada para a placa MVS) teria sido o bicho! Me pergunto porque não o lançaram para os portáteis mais rentáveis dessa época – Game Gear e (Super) Game Boy. Creio que mesmo iminentemente ficando uma bosta, iriam render alguns bons trocados.

    Comentário do AvcF: saíram três jogos das Tartarugas Ninjas para o Game Boy. Todos ruins e absolutamente inferiores aos demais jogos da franquia.

  4. Joguei muito pouco esse game, mas tenho boas lembranças dele, era divertido mesmo! Sinto falta de games legais como os beat en up de ótima qualidade que existiam na década de 90 o game das TMNT 3 do NES era sensacional! O do SNES idem. Bons tempos de Final fights e Streets of Rages que não voltam mais.

  5. Bons tempos em que os games das Tartarugas prestavam. Se é pra copiar Street Fighter II, então que faça direito, esse aí não me deixa mentir!Download garantido!!!

    Outra coisa, Avcf, a Karai (esse nome soa como um palavrão) é mulher mesmo, é que nesse jogo ela sofre da “síndrome de Angela Belti”…

  6. Dei uma pesquisada aqui (fazia muitooos anos que não via esse jogo) e o chefão Karai (ahahahah) é mulher mesmo, e além disso ela é uma personagem dos quadrinhos originais das tartarugas, tb aparecendo no desenho (a série de 2003) e no filme de 2007. O lance é que no jogo o gráfico dela ficou um pouco estranho, fazendo essa confusão para algúns.

  7. É engraçado que a Aska ganhou uma leve censura na versão Americana, na Japonesa ela usa o shorts enviado no rego, na versão US ela usa um shorts mais comportado.

    Ótimo jogo, tenho ele aqui disponível para jogar no Snes sempre que tenho vontade, gosto da música do cenário do Destruidor.

    Comentário do AvcF: e não foi só isso, a pose de comemoração dela também foi censurada. Na versão japa ela paga uma de Mai Shiranui.

  8. bom é joga com os monstro o tubarão , morcego e bicho de esperto e destruidor e etc tem a tartaruga. quer é lenta no combate. mais é muito bom quer joga super mario quer roxo

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