Game Contraste: Fatal Fury (Arcade/Neo Geo/SNES/Genesis)

Saudações aos desprovidos.

No terceiro Game Contraste do ano, falarei de um game que deve ser um clássico no coração de muita gente, especialmente do pessoal que cresceu jogando games de luta nos anos noventa: Garou Densetsu. Ou se preferirem o nome ocidental, Fatal Fury. Direto ao tópico, pessoal.

Lançado pela SNK no final de 1991 para Neo Geo e Arcade, Garou Densetsu foi um sucesso por diversos motivos. O primeiro certamente porque não era um clone de Street Fighter 2, pois tinha personalidade, personagens bacanas (tá, só o Michael Max era clone do Balrog) e um carisma próprio. Segundo, claro, era tecnicamente competente, com gráficos muito bons para época, cenários que simulavam a passagem de tempo entre os rounds, sprites com boas animações e trilha sonora de qualidade. No campo do gameplay, a anovação do jogo era o sistema de dois planos na arena de luta, o que dava uma sensação de falsa profundidade, além de adicionar estratégia extra às lutas. Outro detalhe interessante era que alguns personagens mudavam seu jeito de lutar durante o combate, como Tung Fu Rue e suas transformações e Hwan Gai que bebia para ficar mais forte.

Garou fez sucesso, gerou várias continuações e foi responsável indireto pelo surgimento da série The King of Fighters (“King of Fighters”era o subtítulo da versão ocidental).

Minha primeira experiência com o jogo foi em uma locadora de games, daquelas que você pagava por hora. Eu e mais um amiguinho jogamos a versão do Genesis, que embora fosse meia boca (a versão do SNES era pior ainda), tinha o suficiente para divertir um guri de nove anos de idade. Claro que para o fliperama foi um passo, e essa era a versão que realmente era “quente”. Não sei dizer quanto tempo depois, acabei finalmente conhecendo a versão Neo Geo, e sua enfadonha e constrangedora capinha:

Pô, SNK, que P%$&*# foi essa??? Qual foi a intenção aqui, imitar os cartazes de filmes de ação de baixo orçamento? E por que o clone de MacGyver com o falecido Patrick Swayze está fazendo essa pose ridícula só para dar um soco? Sério, levantem-se por um um instante de suas cadeiras. Isso mesmo. Afastem-se do computador, e agora tentem fazer a mesma pose do cidadão aí. Pois é, fiz vocês se levatarem à toa só para constatarem o quão ridículo seria essa cena da ilustração. Mas o charme do garotão é a faixinha vermelha combinando horrores com aquela calça jeans justa, e a camiseta regata modelo michê do porto de Santos.

Pior do que isso é a cara do Terry Bogard, como se fosse uma daquelas quedas do desenho do Coiote e do Papa-Léguas. Muito ruim mesmo. Mas o mais absurdo da cena é que a luta entre os irmãos (assumindo que o MacGyver foi uma tentativa de Andy Bogard) é completamente fora da proposta principal do jogo. Teria feito muito mais sentido se o vilão Geese ou um dos outros oponentes figurassem uma cena desse tipo. Para completar a tragédia visual, o logo do jogo é horrível, e até hoje eu não entendi o porquê daqueles 55 “Megs”. Que raio de abreviação é essa que corta UMA letra de uma palavra já curta?

Enquanto na versão japonesa temos uma capa matadora e classuda, a versão americana é essa cafonice oitentista. Mas isso não era o pior. A versão SNES de Fatal Fury foi tão infeliz que até sua capa era pior que a do Mega Drive:


Tenso, hein?

A composição é ok, o fundo funciona, contrasta os personagens e tal. Mas poxa, por que jogaram o logo em qualquer canto asssim? Dava para ter feito coisa bem melhor. Já no caso da ilustração, não sei porque o glorioso desenhista eliminou as bandagens de Joe e as luvas das mãos de Terry. Pressa? Preguiça? Jamais saberei. O fato é que ele provavelmente detestava Andy, pois não vejo outro motivo para ele ter sido retratado com batom e uma estranha elefantíase em sua mão, já que a perspectiva ali é completamente equivocada. Enfim, uma capinha lamentável.

Seja Garou ou Fatal Fury, o fato é que foi um grande game em sua época e ajudou a SNK em sua trilha de sucessos. Pena que foi tão mal retratado no ocidente, exceção feita a versão Genesis. Pelo menos uma bola dentro.

Até o próximo post.

André V.C Franco/AvcF – Loading Time.

9 thoughts on “Game Contraste: Fatal Fury (Arcade/Neo Geo/SNES/Genesis)

  1. poxa…sempre gostei de jogos de luta(apesar de nao ser bom…e apesar de tb nao ser ruim jogando)sempre gostava pq e basicamente simples aprender a jogar esses jogos!

    esse nao joguei 😐
    mas realmente deu vontade

    ps:”persoganes ” q q e isso? XD
    ps2:fica abaixo do logo do snes!

  2. Sempre racho o bico nesses detalhes que você comenta sobre as capas nos game contraste, estava sentindo falta desses posts hahaha

    Tenho a versão japonesa desse jogo aqui, mas só a fita, quero ver se encontro o Fatal Fury2 perdido por ae.

  3. De fato a capa da versão estadounidense do Fatal Fury pro Neo Geo é realmente horrível, o que me faz questionar o porquê de não terem usado a arte da versão japonesa. A de versão estadounidense do Mega Drive era tão OK que eu achava que podia ser a mesma da versão japonesa, mas na verdade, não era.

    Meus favoritos da série Fatal Fury com certeza são o Fatal fury Special (1993) e o Garou: Mark Of the Wolves (1999). Esse último com certeza merece uma continuação, mas rezo para que por favor não acabe como o The King Of Fighters XII.

  4. Joguei Fatal Fury no Genesis e gostei bastante. Na minha escola tinha um Snes e um Mega Drive antes do PS tomar conta da hora do recreio e lá jogava com a turma Art of Fighting do Snes, parecia bastante com FF. Quanto as capas, na locadora onde eu alugava a capa era diferente, parecia de uma versão alternativa hehe!!!! E a primeira coisa que notei na capa do Snes foi o braço extremamente desproporcional do Andy kkkkk TENSO!!! E duque, continue com essa ideia do seu Blog, é sempre bom relembrar os games antigos e que foram tão importantes para nós gamers.

  5. Eu juro que não conhecia essa capa americana!!! Eu NUNCA vi essa capa antes!!! Só conhecia a versão japonesa tanto por AES/MVS como pro Neo-CD. Bizarro!!! E o pior é que o personágem retratado no desenho não se parece com ninguém do jogo (amenos que Andy tenha cortado o cabelo curtinho e roubado alguma calça jeans “Skinny” do Terry).

    Também não sabia que a versão do SNES era pior que a do Genesis (agora eu me surpreendi…). Eu joguei mais o FF2 para Mega. Bons tempos.

    Pessoalmente, Garow é realmente uma série “prime” dos jogos de luta, em que eu destaco FF3, Real Bout Special/2, e o lendário Mark of the Wolves.

  6. Essa capa eu conheço desde que o jogo saiu pro Neo Geo (e demorei prá conseguir finalmente ver a capa original japonesa). E eu nessa época (1991-1992) me perguntava porque diabos o Fatal Fury do Neo Geo teve essa capa na versão estadounidense…

    E sim, o Fatal Fury do Mega ganhava do do Super NES – e o fatal Fury 2 também (e dessa vez até nos gráficos). Quanto ao primeiro Fatal Fury creio que a única vantagem que a versão para Super NES tinha em relação à versão Mega Drive era a possibilidade de se escolher (no modo VS., claro!) os lutadores Hwa Jai e Billy Kane, que foram cortados na versão do Mega Drive.

  7. esse é o clássico jogo do neo geo,,,,clássico mesmo!!!!as versões são quebra-galho, mas a maioria gostava mesmo de jogar a versão do arcade neo geo da vida!!!!

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