Jogos atuais traduzem a fase bizarra da Nintendo

Saudações aos leitores.

Já falei em vários posts sobre o que considero ser a atual fase bizarra da Nintendo, em que conceitos como lógica, coerência, bom senso e sobretudo inteligência dão lugar a decisões retardadas e incompreensíveis, cujo resultado é esse aí que vemos hoje com o Wii U e tal. Pois bem, o que antes parecia circunscrito à esfera, digamos, corporativa e mercadológica, parece cada vez mais afetar os próprios jogos, que não custa lembrar, são o sustento de qualquer empresa que trabalhe com video games (o software vende o hardware, lembram?).

Aí o que tivemos no último Nintendo Direct, transmitido semana passada? Coisas como isso:

Eu sei que o jogo é da Level 5, mas se a Nintendo se deu ao trabalho de divulgar, é porque no mínimo tem alguma expectativa com ele. Mas sério que alguém acha que um simulador de ferreiro será um baita sucesso? Alguém da NCL realmente acredita que há demanda por um jogo que se resume e espancar a tela de toque para fazer uma espada? Aliás, eletrizante esse trailer, não?

E por falar em eletrizante:

Quem nunca sonhou com um simulador de submarinos, não é mesmo? Isso porque esse jogo é uma sequência free to play de um joguete que afundou (verbo bastante apropriado aqui) no lançamento do 3DS, ou seja, a Nintendo gastou tempo e dinheiro trabalhando em uma continuação que ninguém pediu. Pois bem, para não ser injusto resolvi baixar e perder(outro verbo bastante apropriado) um tempo para ver qual é a do joguete. Primeiro tive uma forte sensação de estar jogando Superman 64 ao ter que fazer uma missão que se resumia a fazer o submarino passar por argolas em sequência. Depois o jogo se resumia a lutinhas contra outros submarinos em uma arena áquatica, tudo ocorrendo de forma lenta e truncada. Nunca mais recuperarei os 20 minutos que tive com esse jogo.

E por falar em seuquências desnecessárias que ninguém pediu (parece título de matéria da revista MAD), o Wii U também receberá a sua, dessa vez daquela compilação de sprite swaps que parece aqueles horríveis Flash games feitos por fãs, também conhecida por NES Remix. Afinal, mal podemos esperar para jogar Donkey Kong com a sprite do Link ou jogar Excite Bike sem enxergar a tela, certo? Pois é isso que a Nintendo acha, ou ela não lançaria os dois Remix em caixa. E quando não são as bizarrices que ganham destaque, o que temos são reciclagens de conceitos antigos apenas com o personagem principal trocado, como é o caso de Dr. Luigi. Uau.

E quando lembramos que a Nintendo já lançou jogo de arremessar pedras em poço, a gente entende que a coisa pode ir longe. Sei lá, acho que estou ficando muito chato, mas mesmo assim dou uma velho e digo que no meu tempo havia a diferença entre originalidade e bizarrice.

Creio que o pessoal da Nintendo também deva achar que fazer jogo bom seja um conceito fora de moda.Ô fase que não passa.

AvcF – Loading Time.

10 thoughts on “Jogos atuais traduzem a fase bizarra da Nintendo

    1. Você citar Xenoblade acaba sem querer reforçando o ponto do post, pois ao mesmo tempo que a Nintendo deu enorme destaque e tempo para as bizarrices que citei, “X” foi mostrado em um video curto com gameplay que sequer foi explicado. Além disso, o jogo até agora não tem nome e muito menos data de lançamento. Enquanto isso,os games bizarros continuam rolando.

      1. Mas o que tu queria? Mostraram o gameplay, o modo de batalha do jogo, como funcionam algumas mecânicas de ataques em equipes e com MECHAS! Broxante seria outro teaser!

        O Nes remix que tu ta reclamando ta vendendo relativamente bem no eshop, e no Japão foi até lançado em mídia física. DKC ta saindo, e teve um belo trailer de Mario Kart 8.

        O que mais queriam?

        1. Mas onde no texto que eu reclamei do direct em si? Em hora alguma disse que esperava ou que o direct tinha obrigação de soltar bombas, o assunto do texto são os jogos bizarros e como eles refletem a fase atual da Nintendo.

  1. Acho que o bizarro é o novo “normal”. Tanto para a empresa quanto para os jogadores. Mas se bem que isso aí é resquício da Nintendo otimista. Imagino que lá pra metade do ano eles devem começar a mostrar jogos com mais apelo.

    Enquanto isso, é ver um bocado de gente achando que a Nintendo é burra por não comprar a Platinum.

    Hum, ehr… Saudades dos tempos do Wii. ._,’

  2. Também achei alguns desses jogos de 3DS muito bizarros, mas é coisa de japonês, eles adoram esses lances estranhos. Mas não acho que são inválidos, se já fez e foi lançado por lá, então lança pro resto do mundo e deixa quem gosta.

    Sobre NES Remix, eu ainda não joguei (comprei), mas tenho amigos que o fizeram e gostaram bastante, fora que deve ter vendido razoavelmente bem. Pra falar a verdade, minha única birra com ele é o preço.

    Sobre o ND, eu sinceramente não esperava nada demais, se de fato a Nintendo irá se reestruturar, isto não irá ocorrer da noite pro dia, e quem achou que ela iria apresentar um monte de coisas agora é muito inocente. No momento, não tem muito o que fazer além de pequenos jogos digitais e inflar o Virtual Console do Wii U mesmo. Porém eu fiquei extremamente contente com o que foi apresentado do X, achei que conseguiram deixar o já excelente sistema de batalha de Xenoblade mais foda ainda, e também com Bayonetta 2, que é outro título que aguardo bastante.

  3. Eu gostei do que mostraram de X, Bayonetta 2 (gosto muito do primeiro e estou ansioso pelo segundo desde que terminei o original no Xbox), Mario Kart, Yoshi’s New Island, Kirby 3D e talz. Mas assistindo achei esses games bem estranhos mesmo, terminei sabendo que não os jogaria huehue!!!

  4. A nintendo vai perder a liderança nas vendas de console de mesa da nova geração. Normalmente, a empresa muda o foco quando está acuada. É agora ou nunca.

    Vamos rezar que lance um versão do WiiU sem tablet, um porrada de jogos ocidentais decentes( cadê Minecraft e Terraria, nintendo?) e dê um suporte constante para o 3DS. Que agora parece começou a perder força.

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