Relembrando grandes games da Disney – parte 1 de 2

Relembrando grandes games da Disney – parte 1 de 2

Saudação aos leitores.

Chamou atenção essa semana a notícia da saída da Disney do mercado de video games, há muitos anos atuante como publisher, sobretudo da franquia de jogos e “toys to life”, Disney Infinity. Mas como o que não tem remédio, remediado está, ao invés de ficar lamentando, preferi relembrar alguns dos grandes games Disney lançados nos últimos trinta e tantos anos.  Devido ao fato de serem muitos games, resolvi dividir por períodos e destacar alguns que não apenas fui/sou mais familiarizado, mas também os que considero melhores. Então vamos em frente!

A era 8-bits: Saturday morning cartoons e a estrela de Tio Patinhas

Se a Disney não estava em sua melhor forma na mercado cinematográfico nos anos 60-70 (na minha opinião, só voltou a lançar um grande filme com A Pequena Sereia, de 1989), nos anos 1980 e 1990 ela simplesmente arrasava com os “saturday morning cartoons”, entregando seguidos clássicos inesquecíveis como Gummy Bears, Chip and Dale Rescue Rangers, Winnie the Pooh, Talespin, Darkwing Duck, e aquele que considero o melhor de todos, Duck “O MITO DOS MITOS” Tales.

Independente do motivo, a Disney fez a melhor escolha possível ao designar à Capcom a tarefa de levar seus desenhos para o NES, que entre bons games (The Little Marmaid, The Darkwing Duck), alguns nem tanto (Talespin e Magic Kingdom) e alguns excelentes (Chip and Dale Rescue Rangers 1 e 2 e Darkwing Duck), foi a responsável por um dos maiores clássicos da era 8-bits, Duck Tales.

Eu já falei da minha experiência com Duck Tales aqui no blog, mas resumindo, trata-se de um grande ação e plataforma, com fases criativas, excelente desafio, muitos tesouros e passagens secretas, tudo embalado em bons gráficos e uma trilha sonora sensacional (como esquecer o tema da fase da lua?).  É um jogo um pouco curto para o padrão atual (se você tiver uma habilidade ao menos média), mas mesmo assim mereceu um ótimo remake multiplataforma produzido pela Wayfoward (Contra4 DS) e publicado pela Disney e Capcom em 2013.

Por outro lado, aproveito para destacar que Duck Tales ganhou uma ótima sequência lançada tardiamente para o NES em 1993, que infelizmente por conta do timing equivocado acabou ignorado pelo grande público. Ainda assim trata-se de um grande jogo, superior em relação aos antecessor em quase todos os aspectos, e que merece ao menos ser experimentado. Eu falei sobre a versão GameBoy há alguns anos, e hoje é fácil de ser jogado em emulador. Vale a pena, reitero.

A era Sega e os jogos originais

Cansada de ver a plataforma rival receber um batalhão de jogos Disney de qualidade, a Sega correu atrás, também fechou um acordo e fez seus próprios games estrelando os personagens da gigante americana da animação. E que jogos. Para também se diferenciar dos jogos NES, que por sua vez eram baseado em licenças pré-concebidas, a Sega usou o universo e personagens Disney para criar jogos originais, e assim nasceram dois clássicos 16-bits:

Quak Shot

Um dos primeiros games que joguei no Mega Drive (e tema de uns dos primeiros posts do Loading Time), Quackshot ainda é um grande ação/plataforma, contendo uma divertidíssima aventura do Pato Donald ao melhor estilo Indiana Jones. Assim como Duck Tales, Quackshot possui uma grande variedade de temas de fase, que por sinal, também não possuem uma ordem fixa, tal qual era o padrão linear de design da maioria dos jogos da época.

O trailer já exalava carisma.

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Quackshot foi um grande sucesso à época, a propaganda acima é exemplo disso.

Praticamente em sequência, a Sega lançou outro clássico, desta vez estrelando ninguém menos que Mickey Mouse, Castle of Illusion:

Após o fraco Mickey Mousecapade de NES, passando pelos monótonos jogos educativos de PC, enfim Mickey tem seu primeiro grande game. Embora seja um jogo mais tradicional, ou seja, mais linear, Castle of Illusion tem belos gráficos, animações e level design cheio de desafios, também tendo sido um grande sucesso no distante ano de 1990. Castle foi um cartão de visitas perfeito da Sega, uma tremenda estréia dos jogos Disney na era 16-bits. Alguns anos depois ganhou uma sequência ainda no Mega Drive, o excelente Land of Illusion, que não apenas expandia as qualidades de Castle, como ainda dava ao jogador a possibilidade de comandar o Pato Donald. Assim como Duck Tales, ganhou um remake multiplataforma em 2013.

16-bits, concorrência e muitos jogos

Ainda na era 16-bits, a concorrência entre Sega e Nintendo fez com que muitos games Disney fossem lançados para ambos os consoles, na maioria dos casos resultando em títulos de grande qualidade. Uma rivalidade interessante nesse sentido foi o jogo Aladdin, cuja versão SNES foi produzida pela Capcom, ao passo que a versão Mega Drive ficou à cargo da Virgin Interactive. Embora ambos os jogos sejam muito bons, a rivalidade entre os fãs de Sega e Nintendo motivou debates que se extenderam por anos, chagando ao ponto do até Shinji Mikami, designer da versão SNES declarar que a versão Mega Drive era superior.

Tirando de lado essa questão, o fato é que Aladdin foi mais um grande ação/plataforma com a marca Disney, independentemente da versão preferida.

Ainda na mesma geração, saindo dos jogos baseados em filmes, destaco aqui o simpático e divertido Goof Troop (que aliás, também teve Mikami como game designer):

Baseado no desenho homônimo que foi transmido aqui no Brasil dentro do extinto programa “TV Cruj”, Goof Troop é um raro caso de jogo que não apenas não é estrelado por Mickey ou Donald, como também foge do esquema dos jogos anteriores mostrados aqui e parte para uma experiência mais próxima dos quebra-cabeças. Outro diferencial era o modo dois jogadores simultâneos, com um primeiro jogador controlando Pateta e o segundo assumindo o controle de seu sobrinho Max.

Por fim, vale destacar a trilogia Disney’s Magical Quest, produzida pela Capcom para SNES (com conversões posteriores para Mega Drive e GameBoy Advance), que se caracterizava por jogos com belos e coloridos gráficos, design de ação e plataforma e mecânica de troca de roupas que davam habilidades extras à Mickey, Donald e no caso do segundo jogo da série, Minnie.

E por enquanto é só, pessoal. Na segunda parte falarei mais dos sucessos posteriores com a marca Disney. Até breve!

AvcF – Loading Time.

 

3 thoughts on “Relembrando grandes games da Disney – parte 1 de 2

  1. Boa seleção: temos aí o Duck Tales, que é icônico e teve um remake competente, Castle of Illusion, que é o melhor jogo do Mickey Mouse em todos os tempos (que de tão foda até o remake ficou sensacional), Quackshot é o melhor jogo do Pato Donald de todos os tempos, o Aladdin do Mega Drive botando uma moral nervosa (mas nunca o joguei tanto assim, para ser sincero) e o Goofy Troop o melhor do Pateta de todos os tempos. Outras sensacionais pedidas pra jogos do Mickey Mouse seriam o já citado Magical Quest (o primeiro, pelo menos) e o Mickeymania, que ficou muito bom (ainda não conferi a versão de PSOne). E tem uns que são ruinzinhos de doer, como o Tale Spin (na versão Sega, pelo menos), Ariel: A Pequena Sereia (idem ao Tale Spin), e mais alguns outros que não valem ser mencionados.

    Aliás… alguém aí sabe se aquele Donald Duck: Goin’ Qu@ckers* (Donald Duck: Qu@ck Att@ck na Europa), que saiu para as plataformas Windows, Nintendo 64, Playstation, Dreamcast< Playstation 2, Gameboy Color (esse numa versão mais 2D), Gameboy Advance (idem ao do GBC) e GameCube à partir de 2000 é legal? Digo… parece usar a mesma engine do Rayman 2 – o que para a época até era algo bem considerável…

    1. Exato, me esqueci de mencionar isso também.

      E o World of Illusion eu ganhei no Natal de 1992 – e terminei na mesma noite, vejam vocês! Aliás… esse era o grande defeito dele: ser bestialmente mais fácil que o Castle of Illusion.

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