Relembrando International Superstar Soccer 98

Saudações aos leitores.

Pois é, apesar de todos os pesares a copa do mundo do mundo está aí. E a estréia foi a cara do Brasil: festa, bagunça, muitos problemas e no fim o juizão japonês ajeitou o jogo para o escrete canarinho. E já que o clima de copa está aí mesmo, e aproveitando o fato que a França acabou de bater Honduras, resolvi dar uma relembrada em jogo que fez parte durante um bom tempo da minha adolescência: International Superstar Soccer 98.

Sem perder tempo, segue a abertura do jogo para quem não lembra:

Claro que não há muito motivo para jogar além da nostalgia, mas achei que o jogo até que não envelheceu tão mal. Os gráficos, por exemplo, até que ainda se seguram, pois os estádios, placas, grama e demais detalhes eram impressionantes para a época e continuam decentes. Embora os jogadores pareçam bonecos de madeira, contam com animações que não ficam longe das que vimos em vários games Pro Evolution Soccer posteriores, pois não apenas faziam todos os dribles e movimentos típicos, como também contavam com várias animações para quedas, comemorações, aquecimento, etc. ISSS 98 também já contava com diferentes climas e opções de jogo para dia e noite, algo que se hoje é padrão, naquela época impressionava. Aliás, o jogo se esmerava em mostrar detalhes que não apareciam em outros jogos da época, como placas eletrônicas durante as substituições, massagistas que passavam spray no jogador contundido – que as vezes deixava do jogo de maca – e mesmo jogadores que protestavam contra um cartão aplicado pelo arbrito.Em suma, ISSS 98 era um esboço do que viraria padrão nos jogos de futebol dos anos seguintes.

Outro ponto que envelheceu com dignidade é o som, e a narração em especial. Em uma época que bastavam algumas frases soltas para se considerar que um jogo tinha narração, ISSS 98 contava com um narrador que não apenas apresentava o jogo que estava para começar, como descrevia situações simples e fazia comentários que encaixavam bem em diversas situações de jogo, como um “what a wasted opportunity” quando um jogador errava feio um passe ou lançamento, ou um “oh, that was so close!” uma oportunidade clara era perdida. Embora eu desconheça a identidade do narrador de ISSS, ele pelo menos era mil vezes melhor que o chatíssimo Jon Champion, que narrou vários FIFAs e mesmo PES anos depois.

O que realmente limitava o jogo era mesmo a falta de opções quanto a times, pois enquanto os FIFAs já contavam com centenas de clubes, ISSS 98 ficava restrito às seleções. O mais estranho é que embora fosse um jogo dedicado à Copa do Mundo da França, o modo principal era o mesmo do ISSS original do SNES, um campeonato parecido mas não o mesmo de uma copa do mundo. Além disso, havia apenas uma curiosa liga mundial de seleções e um modo scenario, que eram desafios para o jogador resolver, como virar uma partida em 2 minutos e com jogador a menos, por exemplo. Até haviam mais seleções além daquelas que disputaram a copa de 1998, mas eram times inexpressivos como Bolívia, Emirados Arabes Unidos ou Escócia. Pelo menos o jogo compensava nas opções de jogo, que eram muitas. Não me lembrava que havia tantas opções de formações, táticas e esquemas de marcação. Dava até mesmo para selecionar os jogadores que iria subir ao ataque ou ficar pra marcar, se o atleta marcaria por zona ou individual, e o jogador ainda podia escolher se seu time trocaria de tática manual ou automaticamente.

O resultado disso eram partidas não só bem disputadas como até realistas (claro, para o padrão de um jogo de 1998). A única coisa que realmente quebrava um pouco os jogos era a possibilidade de usar o botão Z para imprimir efeito aos chutes e lançamentos. Assim, qualquer chute bem dado de longa distância tinha potencial para fazer o goleiro do computador sofrer frangos estelares caso fossem aplicados com o efeito certo. Tá certo que isso era bem engraçado em certos momentos, mas era uma mostra inequívoca das limitações da IA presente no jogo. E por falar em graça involuntária, os nomes dos jogadores presentes no jogo eram piadas prontas, pois como não houve licenciamento, tive que pegar uma seleção brasileira que contava com Tapparel, Lomalio, Bedmunds, Dongo e Cafe.

Por fim, até que foi divertido simular algumas partidas do atual torneio no clássico jogo do Nintendo 64. Relembrar é viver, certo? E então, qual jogo de futebol marcou vocês?

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2 thoughts on “Relembrando International Superstar Soccer 98

  1. Eu me lembro de que gostava bem mais do International Superstar Soccer 64 ( na verdade a versão japonbesa deste que citei – o Jikkyou World Soccer 3, que parecia ser uma versão ligeiramente recauchutada deste: http://www.gamefaqs.com/n64/197641-international-superstar-soccer-64/images/box-86974 ), mas esse ’98 era uma sequência fiel e natural. E sim, tive um Nintendo 64 (e ainda tenho ele aqui), pra quem não sabe.

    Alguém chegou a jogar a versão 2000 desse jogo pro N64? Diziam que os gráficos eram escuros pra que fosse mantido o frame rate (o jogo usava o tal cartuchinho de Ram, que era acoplado no meio do console). Confirmem aí pra mim, porfa.

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