Relembrando os grandes games Disney – parte 2 de 2

Relembrando os grandes games Disney – parte 2 de 2

Saudações aos leitores.

Segue a continuação e parte final desse especial que relembra alguns dos grandes games Disney lançados até hoje para diferentes plataformas.

Final da geração 16-bits

Ainda na geração 16-bits, aproveito para destacar Mickey Mania, jogo lançado em 1994 para SNES, Mega Drive e Sega-CD (porteriormente ganhou uma versão Playstation). Produzido pelo excelente estúdio Traveller’s Tales (todos os jogos Lego recentes foram feitos por eles), Mickey Mania  se destacou por ser uma grande viagem nostálgica rumo ao primórdios da Disney, utilisando com maestria as primeiras criações e animações não apenas como tema de fundo para as fases, mas também como elementos de design, como os inimigos, plataformas e e itens mostram. Também é muito legal ver como desenhos clássicos como “Mickey aprendiz de feiticeiro” deram inspiração à fases muito legais, que por sinal, mostra que Mickey Mania é muito superior a outro game feito sob perspectiva semelhante anos antes, no caso o ridiculamente difícil e “roubado” Fantasia.

Mickey Mania não inventou a roda em sua mecânica de plataforma e design de fases, porém se trata de um jogo que creio ter envelhecido bem e ser ainda bem jogável. Aliás, lembrando a rivalidade SNESxGenesis mencionada no texto anterior, a versão SNES de Mickey Mania é um pouco inferior à versão Mega Drive devido a alguns cortes e um irritante carregamento a cada troca de tela.

Bonus Track: os jogos Disney para os 8-bits da Sega

Embora os jogos 8-bits da Disney sejam amplamente conhecidos e lembrados pelos títulos lançados para NES, é inegável que a Sega se dedicou bastante para que suas plataformas 8-bits, Master System e Game Gear respectivamente, não ficassem sem nada.Talvez pelo fato de Mickey ser a estrela dos jogos destinados à plataforma, a Sega decidiu então fazer de Donald a estrela de dois bons jogos para Master System e Game Gear, Luck Dime Caper Starring Donald Duck, e sua sequência Deep Duck Trouble.

Se por um lado não são jogos incríveis nem espetaculares, esses jogos Donald são simpáticos e merecem ser jogados nem que seja via emulador. Além desses também recomendo as versões 8-bits de Castle e Land of Illusion, que ao invés de se limitarem a serem versões inferiores dos jogos Mega Drive, são jogos originais e muito bons para os padrões do Master e GG:

Sexta geração – Mario e Rayman inspiram jogos da Disney

Na geração seguinte, o que vimos foi a confirmação de que quantidade não significa qualidade, com muitos jogos medíocres baseados em todo tipo de licença, desde filmes até spin offs de seriados. Porém houve um jogo que se destacou dos demais: Donald Duck Going Qu@ckers.

Produzido pela Ubisoft em 2000, e como não poderia deixar de ser após 1996, embora Donald Duck Going Qu@ckers tenha sido feito com a mesma engine de Rayman 3D, a principal inspiração não poderia ser outra que não Super Mario 64. Além do óbvio uso de polígonos, DDGQ também utiliza um “hub” onde o jogador escolhe as fases que irá jogar. Por falar nelas, o jogo as divide em seções com ângulos de câmeras distintos, sendo partes com progressão vertical e câmera atrás do jogador, partes com câmera lateral estilo clássico e partes com movimentação 3d. Outro aspecto interesse desse jogo é que embora Donald estrele mais uma vez, foi a primeira oportunidade que vimos outros personagens de Patópolis como Gastão, Margarida e mesmo do Professor Pardal, que não aparecia desde os jogos Duck Tales.

Lançado originalmente para Nintendo 64 e Playstation, Donald Duck Going Qu@ckers fez sucesso suficiente para ganhar conversões para várias outras plataformas como Dreamcast, PC e mesmo Playstation 2 e GameCube. Não envelheceu tão bem, para ser sincero, mas creio ser ainda bem jogável, independente da versão.

O fênomeno do Japão

Do início do texto anterior até aqui vimos uma pletora de jogos de vários estilos diferentes, ação, plataforma, aventuras. Porém ainda faltava um grande representante de um outro gênero tradicional: o RPG. E em 2002 ninguém menos que a Square-Enix entregou aquele que considero o último clássico Disney: Kingdom Hearts.

E a Square não fez por menos, proporcionando aos jogadores uma super produção, que contou até com a cantora japonesa mais popular à época Hikaru Utada para cantar a música-tema Simple and Clean:

Estruturado como um RPG de ação, ao invés de assumir o controle de um dos tradicionais personagens Disney, o jogador assume o papel de um personagem original, que passa a ser assistido por Pateta e Donald durante a saga presente no jogo. Por sinal, como nunca havia ocorrido antes, a parceria entre Square e Disney foi de tal forma estreita que boa parte dos desenhos clássicos da gigante americana foram representados como mundos em Kingdom Hearts, incluindo aqueles que nunca tinham ganhado um jogo antes, de Alice no País das Maravilhas a O Estranho Mundo de Jack.

Sendo um tremendo sucesso de vendas e de crítica, Kingdom Hearts rapidamente ganhou uma continuação também para Playstation 2, seguido de vários spin-offs para PSP e Nintendo DS. Não é segredo que Kingdom Hearts III é aguardadíssimo e venderá muitíssimo no Playstation 4 e Xbox One.

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E vou ficando por aqui. Se um dia teremos mais clássicos e grandes games Disney, e se ela voltará a ser publisher um dia, é uma informação que só ela e seus diretores sabem. Mas o fato é que mesmo hoje o selo Disney foi e é garantia de qualidade na maioria dos jogos já lançados. Ainda espero jogar muitas aventuras de Mickey, Donald e amigos com meu filho, mas novas aventuras, não apenas curiosidades do passado.

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